Proposta prevê jornada de 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção dos salários; discussão ocorre em meio a pressão de parlamentares da oposição.
O Senado Federal retomou nesta terça-feira (6) de outubro de 2026 as discussões sobre a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 — modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho para ter um dia de descanso. O tema está entre as principais pautas em debate no Congresso nesta semana.
A proposta aprovada anteriormente pela Câmara dos Deputados estabelece uma jornada de 40 horas semanais, distribuída de forma a garantir dois dias de descanso, sem redução salarial. Agora, o texto precisa avançar no Senado para que possa continuar sua tramitação.
O debate ocorre em um cenário de forte disputa política após o primeiro turno das eleições de 2026. Segundo o senador Jaques Wagner (PT-BA), há expectativa de que a discussão avance no Senado caso as sessões previstas para esta semana sejam realizadas. O parlamentar também afirmou que a proposta é uma das prioridades do governo.
Parlamentares da oposição, por outro lado, pressionam pelo adiamento da discussão. A movimentação acontece em meio às articulações políticas para o segundo turno das eleições presidenciais, que terá Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa.
A mudança na jornada de trabalho tem impacto direto sobre trabalhadores e empresas e ainda deverá passar por novas discussões antes de uma eventual aprovação definitiva. Caso avance, a medida poderá alterar a organização das jornadas em diferentes setores da economia.
O Senado acompanha o andamento da proposta em sessões deliberativas nesta terça-feira. A discussão sobre a escala 6×1 deve continuar entre os principais assuntos do Congresso ao longo dos próximos dias.







