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Goiás registra queda de 62,63% na área atingida por queimadas em 2026

Levantamento aponta que 304,9 mil hectares foram atingidos pelo fogo até 5 de outubro, contra aproximadamente 816 mil hectares no mesmo período de 2025.

A área atingida por queimadas em Goiás apresentou redução de 62,63% entre 1º de janeiro e 5 de outubro de 2026, na comparação com o mesmo intervalo de 2025. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) em 19 de outubro, com base em informações da plataforma Alarmes, do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ).

Segundo o levantamento, 304.920 hectares foram atingidos pelo fogo em Goiás no período analisado em 2026. No mesmo intervalo do ano anterior, a área afetada havia sido de aproximadamente 816 mil hectares, uma diferença superior a 511 mil hectares.

A redução registrada no estado foi maior do que a observada no Brasil, onde a área queimada diminuiu 9,67% no mesmo período, de acordo com os dados divulgados pela secretaria estadual.

Nordeste goiano registra redução superior a 70%

O levantamento também identificou uma queda expressiva nas queimadas em 20 municípios do Nordeste Goiano. Nessa região, a área atingida pelo fogo passou de 370.076 hectares em 2025 para 108.836 hectares em 2026, o que representa uma redução de 70,59%.

Entre os municípios incluídos no recorte estão Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Posse, São Domingos, Nova Roma e Teresina de Goiás.

Os números mostram uma redução relevante da área atingida pelo fogo, embora não signifiquem que o risco de incêndios tenha sido eliminado. A preservação do Cerrado continua dependendo de ações de prevenção, monitoramento e resposta rápida aos focos de incêndio.

Prevenção e brigadas comunitárias

De acordo com a Semad, parte do resultado está associada ao trabalho conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás e ao fortalecimento das brigadas comunitárias.

As ações incluem capacitação de moradores, monitoramento de áreas vulneráveis e combate aos focos ainda nas fases iniciais. O programa também contempla regiões próximas a unidades de conservação, incluindo áreas de proteção ambiental como Pouso Alto e Serra Geral de Goiás.

A secretaria informou que mais de R$ 2 milhões já haviam sido investidos no Projeto Piloto PSA Brigadas, com previsão de ultrapassar R$ 3 milhões até o fim de 2026.

Apesar da queda, o acompanhamento dos indicadores ambientais permanece importante. A ocorrência de novos focos depende de fatores como condições climáticas, vegetação seca e ações humanas, o que reforça a necessidade de manter medidas preventivas durante o período de maior risco.

Fonte: Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad), com dados do Lasa/UFRJ.

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