Decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e provocou debate sobre propaganda eleitoral e desinformação.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, no domingo (11 de outubro de 2026), a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, utilizado para divulgar conteúdos de apoio à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão foi tomada pelo presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, após um pedido apresentado pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial.
Segundo informações publicadas pela Agência Brasil, a campanha de Flávio alegou que o canal, associado ao deputado André Janones, compartilhava conteúdos considerados inverídicos pela Justiça Eleitoral. Entre os exemplos citados estavam afirmações sobre o Bolsa Família, aposentadorias e a posição do candidato sobre Nossa Senhora Aparecida.
O canal reunia aproximadamente 3,3 milhões de pessoas, segundo a reportagem. A decisão ampliou o debate sobre os limites da propaganda eleitoral nas plataformas digitais e a responsabilidade pela circulação de informações durante a campanha.
O caso integra uma série de disputas judiciais envolvendo conteúdos políticos nas redes sociais durante o período eleitoral de 2026.
Fonte: Agência Brasil — reportagem publicada em 11 de outubro de 2026.







