Decisão do Banco Central foi anunciada em 5 de agosto e mantém trajetória de flexibilização monetária iniciada ao longo de 2026.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, em 5 de agosto de 2026, reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, para 14% ao ano. A redução foi de 0,25 ponto percentual e representou o quarto corte consecutivo promovido pela autoridade monetária. A decisão ocorreu em um cenário de desaceleração da atividade econômica e de melhora em alguns indicadores de inflação, embora o Banco Central tenha mantido uma postura de cautela em relação aos próximos passos da política monetária.
A Selic é uma das principais referências para o custo do crédito no país e influencia diretamente financiamentos, empréstimos, investimentos e decisões de consumo. Mesmo com a redução, o nível de 14% ainda representa uma política monetária considerada restritiva. O Copom destacou que a estratégia continua voltada para a convergência da inflação em direção à meta de 3%, dentro do intervalo de tolerância estabelecido para o período.
A decisão também passou a ser acompanhada com atenção pelo mercado financeiro diante das dúvidas sobre uma eventual nova redução em setembro. Analistas passaram a avaliar os próximos indicadores de inflação, atividade econômica e expectativas do mercado antes de projetar os próximos movimentos do Banco Central. A autoridade monetária, por sua vez, evitou antecipar decisões futuras, reforçando que as próximas reuniões dependerão da evolução dos dados econômicos.







